09/01/13


Quando em silêncio passas entre as folhas,
uma ave renasce da sua morte
e agita as asas de repente;
tremem maduras todas as espigas
como se o próprio dia as inclinasse,
e gravemente, comedidas,
param as fontes a beber-te a face.

Eugénio de Andrade in
As Mãos e os Frutos

3 comentários:

Samanta Sousa disse...

Amei os textos e as imagens. Um casamento perfeito.

hfm disse...

Que bom voltar a ver este blogue ressuscitado. Do poema... que dizer? Eugénio no seu melhor.

Mar Arável disse...

O nosso Eugénio

sempre