05/08/09


Imagem: Helena Monteiro - Caneta/pincel com tinta da China

Quando amanhece penso:
Encontro-te no vento
virás abraçar-me como os ramos da árvore
e chegaremos ao coração da cidade

Ao meio-dia sei:
A distância do meu corpo ao teu grito
corresponde à do teu sopro ao meu ouvido
eis a anatomia do silêncio

De tarde fico exausta:
Circulo pelas ruas e roço-me nas praças

À noite adormecemos:
Será que te lembras? será que me lembro?

Amanhã alegro-me de novo:
Imagino a floresta, parto o espelho
e recomeço a ir ao teu encontro.

Teresa Balté in Poesia Quase Toda

10 comentários:

Mar Arável disse...

Anatomia do silêncio

na convicção

que existem vários silêncios

hfm disse...

Primeiro agradecer a colocação do desenho neste espaço priveligiado, depois senti-lo tomar forma nas palavras que escolheste e que ressoaram "nos carrilhões bronzeos" da memória.

Carlos Ramos disse...

Olá A.

Não conhecia esta poetisa, pecado grave parece-me. Belissimo poema.

Bj.

Licínia Quitério disse...

Belo dueto de imagem e poema. O teu bom gosto de sempre.
Beijo.

Vieira Calado disse...

Alegrar-se é ficar mais jovem,

não é ?

Cumprimentos meus

E. Raposo disse...

Muito bem

sofialisboa disse...

a eterna procura do amor. Sê feliz!
sofialisboa

Jose Ramon Santana Vazquez disse...

...rasgo
de
cielo
azul
del
mar
en
tu alma
ad astra
llevando
velas
de
versos
llenos
de amor
y
fuente
del
corazon...


desde mis--- horas rotas----

te sigo ad astra , comparto

tu bello blog , con un fuerte

abrazo de sentimientos .

afectuosamente

ad astra:


jose
ramon...

tonsdeazul disse...

Despertar de sensações, com o passar do tempo.

samuel disse...

Recomeçar, sempre...
Bonito!